sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um dia na Brinquedoteca do HPP


Por Marcela Benvegnu 
 
As atividades realizadas com dança são interessantes pois é um modo diferente de abordar a arte
“Há muitos anos eu não brincava de boneca ou fazia desenhos”, disse Erika Novachi durante a atividade da Revista de Dança no HPP no mês passado. “Fiquei encantada com uma garotinha chamada Fernanda de Oliveira, 1. Brincamos de fazer desenho de bailarina, de vestir as partes do corpo das bonecas, de encaixar formas. E ela fazia tudo, depois guardava os brinquedos e ainda dava tchau para eles!”, relembra Erika. “As atividades realizadas com dança são interessantes pois é um modo diferente de abordar a arte. Quem não gosta de brinquedos, música ou bagunça?”, diz seu pai, Fernando Oliveira.

Marcela Benvegnu: leitura e brincadeiras de fazer desenho de bailarina, de vestir as partes do corpo das bonecas
 “Eu vim para Curitiba para fazer arte com dança. Coisas que às vezes não tenho e não tive tempo para fazer com os meus filhos. Mudei a minha agenda toda e me sinto muito feliz”, disse a coreógrafa. É esse mesmo sentimento que move Ingra Alberti, voluntária da Brinquedoteca há 11 anos. “Eu deixo tudo para estar aqui duas vezes por semana. Se tem louça para lavar ou qualquer coisa para fazer, fica em segundo plano. As segundas e quintas-feiras, as minhas tardes são das crianças no HPP. Depois resolvo tudo o que tenho para resolver”, revelou. 


Fiquei encantada com uma garotinha chamada Fernanda de Oliveira, 1", diz Erika.
Aqui podemos fazer uma reflexão de que as atividades organizadas pelo Hospital têm via de mão dupla. As pessoas doam sua criatividade, seu tempo, sua energia e ganham em troca contato humano, convivência com outras pessoas, além de aprenderem muitas coisas novas, conhecerem outras realidades e ganharem novas experiências. Essas visitas são ricas porque valorizam a solidariedade e o compromisso com o outro. Nas oficinas do Hospital, não é preciso atender a um grande número de crianças naquele dia, apenas tentar trazer algo de bom e diferente para uma delas. Mas o mais importante de tudo é a (mu)dança que o HPP é capaz de fazer em cada uma das pessoas que participam do projeto.

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