Por Marcela Benvegnu
| As atividades realizadas com dança são interessantes pois é um modo diferente de abordar a arte |
“Há muitos anos eu não brincava de boneca ou fazia
desenhos”, disse Erika Novachi durante a atividade da Revista de Dança no HPP
no mês passado. “Fiquei encantada com uma garotinha chamada Fernanda de
Oliveira, 1. Brincamos de fazer desenho de bailarina, de vestir as partes do
corpo das bonecas, de encaixar formas. E ela fazia tudo, depois guardava os
brinquedos e ainda dava tchau para
eles!”, relembra Erika. “As atividades realizadas com dança são interessantes
pois é um modo diferente de abordar a arte. Quem não gosta de brinquedos,
música ou bagunça?”, diz seu pai, Fernando Oliveira.
| Marcela Benvegnu: leitura e brincadeiras de fazer desenho de bailarina, de vestir as partes do corpo das bonecas |
“Eu vim para Curitiba para fazer arte com dança.
Coisas que às vezes não tenho e não tive tempo para fazer com os meus filhos.
Mudei a minha agenda toda e me sinto muito feliz”, disse a coreógrafa. É esse
mesmo sentimento que move Ingra Alberti, voluntária da Brinquedoteca há 11
anos. “Eu deixo tudo para estar aqui duas vezes por semana. Se tem louça para
lavar ou qualquer coisa para fazer, fica em segundo plano. As segundas e
quintas-feiras, as minhas tardes são das crianças no HPP. Depois
resolvo tudo o que tenho para resolver”, revelou.
| “Fiquei encantada com uma garotinha chamada Fernanda de Oliveira, 1", diz Erika. |
Aqui podemos fazer uma reflexão de que as atividades
organizadas pelo Hospital têm via de mão dupla. As pessoas doam sua
criatividade, seu tempo, sua energia e ganham em troca contato humano,
convivência com outras pessoas, além de aprenderem muitas coisas novas,
conhecerem outras realidades e ganharem novas experiências. Essas visitas são
ricas porque valorizam a solidariedade e o compromisso com o outro. Nas
oficinas do Hospital, não é preciso atender a um grande número de crianças
naquele dia, apenas tentar trazer algo de bom e diferente para uma delas. Mas o
mais importante de tudo é a (mu)dança que o HPP é capaz de fazer em cada uma
das pessoas que participam do projeto.
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